A verdade sobre o relacionamento de casais swingers

Todas as relações consideradas “liberais” pela sociedade – principalmente os conservadores – tendem a ser vistas com preconceito. Seja as relações de “poliamor”, o sexo a três ou mesmo casais swingers (aqueles que frequentam as casas de swing), é muito difícil para quem está de fora entender essas relações, e como eles atingiram tamanha liberdade junto com o respeito ao modo como decidiram se relacionar.

Estatísticas

Segundo recente pesquisa realizada com casais praticamente das casas de swing, 60% deles relatam ter uma vida mais feliz depois de se tornarem swingers, e este número é ainda maior quando se trata de felicidade no relacionamento, que chega a 90% – devido a mudança benéfica em seus hábitos sexuais.  

Ainda se tratando de casais swingers, o número de separações é 70% menor que os casais “normais” ou monogâmicos – devido a vida ter se tornado mais livre e as relações sexuais menos monótonas.

Dúvidas x Realidade

Definitivamente se você só se vê sendo monogâmico, é muito difícil entender a relação de um casal que pratica o swing. Entretanto, os swingers se colocam como “muito satisfeitos” com seu relacionamento em geral, pois não há fantasia sexual que não possa ser suprida, o prazer é sempre algo que pode ser compartilhado e não há necessidade de mentiras ou desculpas – a relação se baseia na confiança e no comprometimento do casal.

Há também a dúvida sobre o ciúme. Para casal swinger, a opção por este estilo de vida faz ser mais simples trabalhar a honestidade dos sentimentos, até por que eles estão juntos compartilhando suas fantasias, fetiches e aventuras sexuais. Baseados na confiança e escolha, não há espaço para o ciúme ou pensamentos ligados à traição. Genuinamente, o pensamento de um casal swinger é que ambos devem desfrutar do prazer juntos.

Ser normal x ser swinger

Quando pensamos no começo de um relacionamento tudo é novidade. Quando pensamos em um relacionamento de muitos anos é normal pensarmos em rotina, e com ela a probabilidade de um monotonia das relações sexuais.

Há casais que nem mesmo vão ao motel ou abrem sua cabeça ao uso de brinquedos sexuais, acessórios eróticos ou cosméticos sensuais. Deixam a relação “morrer” sem lutar por uma melhora na vida sexual, e neste nível é muito comum haver traição – que apesar de fazer a alegria de um, trás um risco emocional destrutivo para outro.

É cientificamente comprovado que quem de deixa viver novas experiências tem uma melhor qualidade de vida – e isso inclui as experiências sexuais. Por este motivo, os casais swingers tendem a ter melhor comunicação em suas relações – dividindo experiências, aumentando a intimidade e vivenciando um relacionamento melhor de maneira geral.

Ciúmes x Confiança

Existe uma grande diferença entre ciúme e possessividade. É normal em um casal “normal” e até mesmo em um casal swinger haver receio de seu parceiro(a) ter mais prazer com outro – o que caracteriza o ciúme – este “medo” comum de perder o que se tem afetivamente, sem exageros. A possessividade jamais poderá ocorrer na rotina sexual de um casal swinger, pois o ato de aderir a este estilo de vida implica em abrir mão do egoísmo em prol do prazer sexual. Swingers – por opção – separam o sexo do amor. O prazer sexual está na liberdade e o amor é uma parceria sólida, sem mentira, segredo ou traição – onde o prazer é em conjunto – tudo isso baseado na confiança e solidez do relacionamento. Já os casais “normais” – mesmo aqueles que possuem uma vida sexual satisfatória  – os sentimentos estão diretamente ligados a monogamia, ou seja, muitas vezes há muitos desejos suprimidos, o que muitas vezes causa as traições, o ciúme e a desconfiança.

Compartilhando informações

A presença do livre diálogo na rotina de cada casal deve conter muito além de necessidades, vontades, desejos e sonhos – o assunto sexo precisa estar sempre em vogue. Quanto mais abertura melhor. Casais liberais, incluindo os swingers, são mais práticos e livres de julgamentos – tendo a liberdade para o completo prazer sexual.   

Longe de nós estabelecermos qualquer padrão sexual, entretanto, é importante saber que a liberdade sexual está bem longe do desrespeito, traição ou insatisfação no relacionamento. Liberdade sexual tem muito mais a ver com querer viver diferentes prazeres na relação junto a quem se escolheu como parceiro(a).

Casa de Swing – Apresente esta idéia para sua parceira

 

A primeira coisa que a maioria das mulheres (até muitos homens que conheço) pensam quando se fala em casa de Swing é imaginar um local bizarro, onde você e seu parceiro (a) entram e só de botar o pé lá dentro já vai encontrar casais fazendo sexo loucamente. E vamos combinar, isso seria assustador!

Como quem já foi, digo que o que se encontra em casas de swing é o posto disso.

O ambiente é sempre convidativo, e acreditem, muito semelhante a uma balada comum – que você vai, vê gente comum, ouve música, dança, bebe alguma coisa. Encontrei, muitas vezes, mais respeito a mim e ao meu corpo do que em baladas comuns – que sempre tem normalmente um cara desrespeitoso para querer te passar a mão em locais que você só deixa se está muito afim. Acho que esse é a maior vantagem das casas de swing em relação a muitas baladas comuns, por saberem exatamente a finalidade da casa, ninguém precisa forçar a barra com ninguém.

Ou seja, se for uma ideia que passa sempre na sua cabeça e da sua parceira, vocês tem vontade mas não tem nem muito conhecidos que foram ou mesmo falta informação, vou ajudar vocês a entrarem nesse universo:

  • Por ser um local onde as pessoas já sabem o que pode rolar, a maioria é muito mais respeitadora e cortês. Ninguém te trata como um objeto, e lá dentro, como relatei anteriormente esse é um comportamento não tolerado no local – geralmente existe segurança na pista de dança e nos espaços reservados para fazer swing também.
  • O local das casas de swing são muito discretos, em nada parecem com cabarés ou redutos de prostituição.
  • Os frequentadores são pessoas com a cabeça tão livre quanto a sua. Ninguém que vai ali te julgará ou te forçará a nada. Vocês podem apenas flertar com outros casais ou pessoas solteiras (pois acreditem, vai muita gente solteira interessada em ter uma experiência sexual com determinado casal ou pessoa).
  • Esteja ciente que você encontrará lá pessoas bem normais, tão normais quanto você! Essa ideia que somente “vagabundas” ou “tarados” frequentam esse tipo de local não passa de hipocrisia.
  • Os locais para ser feito sexo são privados, em algumas casas as cabines são com vidro (para os voyers) e desinibidos, outras são cabines com pequenas frestas ou totalmente privadas – vai da preferência do casal. As cabines são sempre muito limpas e higienizadas. Em quase todas as casas de swing você encontra preservativos à disposição gratuitamente, mas é sempre melhor ter os seus. Use sempre camisinha. SEMPRE!
  • Muitas casas possuem shows sensuais (pole dance, dança aérea com tecido), e em algumas show com sexo ao vivo – e acreditem – é muito excitante. Estando lá mantenha sua mente aberta.

Por fim, se querem mesmo curtir o Swing pela primeira vez é preciso saber impor que os limites do casal. Por exemplo, faremos sexo anal ou não? Ela faz sexo com mulher? Ele quer vivenciar uma relação homossexual? Tenham uma conversa livre de preconceitos e se deixem viver sem limites as fantasias sexuais.