O Machismo, o Sexo e a Cultura do Estupro no Brasil

Infelizmente, nem tudo que envolve o sexo tem a ver com prazer, amor, liberdade ou escolha. Na sociedade atual é muito importante se falar do lado mais sombrio e doloroso do sexo que é o estupro.

Antes fosse apenas uma brincadeira de mal gosto, mas não é mais incomum vermos casos de jovens acometidas a casos de estupro coletivo, ou ainda àquelas que são obrigadas a ceder sexo a homens por estarem em ocasional desvantagem perantes eles (muito comum nas festas ditas “universitárias”), ou mesmo a seus namorados ou cônjuges sob ameaças e pressões psicológicas. Violências sexuais como estas citadas acima e outras tão alarmantes quanto, devem nos fazer refletir e abrir  debate sobre a cultura do estupro e o machismo no Brasil.

Mas afinal o que se define por estupro?

Por lei, estupro é qualquer ato sexual sem consentimento, com emprego de violência ou grave ameaça. No caso de jovens menores de 14 anos, a presunção de violência é absoluta: qualquer ato é considerado “estupro de vulnerável”. Qualquer forma de prática sexual sem consentimento de uma das partes, envolvendo ou não penetração, configura estupro. No Brasil, apesar de ser crime hediondo, o estupro é um crime com alto número de ocorrências.

E por quê o machismo está tão ligado a cultura do estupro?

A cultura do estupro e estrutura social machista estão completamente interligados.

Por exemplo:

A maioria dos casos de Estupro acontece ou na família ou o ato é cometido por algum conhecido.

Uma garota está na casa de uma amiga e não consegue dormir, então vai para o sofá da sala assistir TV, e deitasse com seu pijama curto.  O irmão mais velho da amiga chega da balada e se deita ao seu lado. Começam a conversar normalmente. Depois de um tempo ele começou a acariciar a garota que fica sem graça, por segundos deixa e, ao notar maior aproximação pede para parar. Ele, em vantagem por estar em casa, e confiante de ter apenas seus familiares no ambiente diz para ela “deixar acontecer”. A garota coagida pela situação, constrangida, humilhada e com medo insiste que ele pare. Ele não ouve o seu apelo, deita em cima dela deixando-a sem movimento e comete o ato de estupro em um ambiente completamente normal, inclusive com pessoas por perto.

Acima criei apenas uma situação de estupro. Já vi muitas pessoas tentarem explicar o estupro com machismo. Como se estupro pudesse ter explicação, tais como: “mas ela estava de pijama curto”, “ela deixou ele deitar do lado dela”, “ela deixou ele acariciá-la”, “ela deu conversa pra ele”, etc. Ela e sempre ela – quando o criminoso ali era o homem que não soube respeitar um simples “PARE”, que não respeitou um  “NÃO” como genuíno “NÃO” –  e aproveitou de suas vantagens para cometer um crime de estupro.

Ou seja, sobre o ponto de vista cultural, uma mulher só por ser mulher já está “provocando” um homem – usando uma roupa curta, encostando seu corpo em um homem em um ônibus lotado, usando uma linguagem corporal ou verbal diferente, dançando de forma sensual. A estrutura social machista acaba por dar ao homem um direito sobre o corpo da mulher que ele nunca obteve – que é de escolher o que ele quer fazer com ela.

A Cultura do Estupro  impacta na sociedade brasileira permitindo aos homens abusarem do corpo das mulheres,física e moralmente e não serem culpados por isso. No fim, não se trata apenas do ato de estupro propriamente dito, mas também de  “aproveitar o momento” e saber que a ocasião permite a falta de punição – fazendo toda culpa do ato recair sobre a vítima.

Precisamos mudar este cenário e rever nossos conceitos machistas

Muitos movimentos Feministas têm se consolidado no Brasil em favor de causas como o fim da Cultura do Estupro. Existem movimentos que vão às ruas, bem como movimentos que se manifestam pela internet tendo em vista a divulgação e discussão sobre atos em prol da defesa da mulher.

No Brasil homens e mulheres são machistas! Encaremos primeiramente essa realidade. O corpo de cada um é de cada um. Vestido, não vestido ou travestido – você não pode tocar o outro (a) sem que ele (a) queira.  Respeitar isso já será um grande começo.

Ao invés da terrível realidade que é a cultura do estupro, devemos propagar ao nosso cotidiano a cultura do consentimento. Essa palavra é a chave para compreendermos e admitirmos que existe grande diferença entre sexo e estupro. Sexo é consensual, e se for adiante sem consentimento, deixa de ser sexo e passa a ser estupro.

Mesmo que a pessoa insinue querer sexo, esteja nua, talvez até já na cama e no momento declarar que deseja interromper o ato – a ação deve parar. Apenas o sexo praticado com o consentimento das partes envolvidas pode ser chamado de sexo. E ato sexual praticado sem consentimento não é sexo: é uma violência. É estupro.

Ainda que o estupro vitime homens e mulheres, sabemos que historicamente e atualmente as mulheres são as mais atingidas. E essa permanência  só se mantêm por esta cultura do estupro, que normaliza a violência sexual, em um cultura que  As pessoas não são ensinadas a não estuprar, mas sim ensinadas a não serem estupradas, com frases do tipo: “Não saia com esse short que é muito curto, vão mexer com você”.

Por isso, não se deixe enganar: não somente maníacos cometem estupro. Homens de classe média alta, estudantes das melhores universidades do país, atuantes em posições de destaque no mundo profissional também são abusadores – e nesse círculo social é bem mais comum do que se parece e sabe. O fator que faz muitos desses casos não chegarem à público ou mesmo às delegacias é o poder econômico que os agressores têm.

Não trata-se de feminismo falar sobre um assunto tão atual e estarrecedor quanto a violência sexual e as vertentes machistas que levam a casos silenciosos de estupro. Trata-se sim, de discutir até que ponto o nosso machismo foi e é capaz de velar um crime que acontecia debaixo dos mais diversos tetos, das mais diversas classes sociais.

Sexo só é sexo com consentimento – do contrário é estupro!

Fonte informativa:
https://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-cultura-do-estupro
http://colunastortas.com.br/2013/04/19/machismo-e-a-cultura-do-estupro
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,qual-a-diferenca-entre-estupro-e-assedio-sexual-tire-essa-e-outras-duvidas,10000054350

Ciclo Feminino: A diferença entre a Menopausa e o Climatério

1. O que são estes ciclos na vida da mulher?

A confusão da menopausa com climatério é muito comum. Afinal, são dois termos próximos, que se referem ao final do ciclo de vida reprodutiva da mulher, caracterizado pela baixa produção hormonal nos ovários. Mas estes dois ciclos servem para designar momentos diferentes desse processo.

2. Qual a diferença destes ciclos?

O climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários. Nesse período, as variações hormonais ocasionam uma série de de mudanças no ciclo menstrual, fazendo com que as menstruações fiquem espaçadas. E por isso, a menopausa só é dada como fato após 12 meses sem a mulher menstruar.

A menopausa é a última menstruação da mulher – que geralmente ocorre por volta dos 50 anos, levando a mulher ao final do seu tempo reprodutivo (não se pode mais engravidar de forma natural).

Apesar de ser mais comum perto dos 50 anos, é normal que em algumas mulheres a menopausa ocorra um pouco mais cedo, aos 40. Antes disso, a menopausa é considerada precoce. E quando ela ocorre bem depois dos 50 anos, é considerada tardia.

  • Características comuns do climatério

    Amenizar os efeitos destes dois ciclos ( o climatério e a menopausa) pode ser simples, basta a adoção de algumas medidas que ajudam na reversão destes efeitos.

No período de climatério há uma diminuição na produção dos hormônios sexuais femininos, o que pode resultar em uma série de mudanças no corpo da mulher, sentidas a curto, médio e longo prazos.

A aproximação e a chegada da menopausa podem causar: calor, alteração no humor (com possíveis episódios de irritação e depressão),  tontura, dor de cabeça e baixa libido. A médio prazo, além da diminuição do desejo sexual, pode ocorrer também atrofia urogenital, com o afinamento e o ressecamento da mucosa que reveste a vagina, causando, em muitos casos, dor durante o sexo.

Também é comum adquirir doenças ligadas à osteoporose e doenças cardiovasculares.

  • Formas de amenizar os sintomas do climatério

Nos primeiros sintomas do climatério é fundamental uma consulta com um médico ginecologista. Porém  é necessário também:

– Adquirir um estilo de vida mais saudável;

– Escolher uma prática de exercícios regulares que mais se adeque à você;

– Atividades de lazer que façam bem não somente ao corpo, mas à sua cabeça também (devido às mudanças no seu corpo interferirem na sua vida);

– Consumir alimentos ricos em cálcio – que funcionam como uma espécie de reserva para minimizar a osteoporose;

– Investir (com orientação médica) em suplementos que fazem recuperar a libido – aumentando a confiança e o vigor na hora do sexo;

Os suplementos naturais para aumentar a libido feminina trazem de volta o vigor sexual para a mulher que de repente se vê confrontada com a baixa libido e quer voltar ao que era antes.

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– Usar lubrificante íntimo no caso de desconforto na relação sexual, facilitando a penetração e aumentando o prazer sexual.

A chegada desse ciclo é repleta de dúvidas e anseios, por isso, não deixe de procurar um médico de sua confiança, realizar exames e viver o momento de forma tranquila, sem refletir na sua identidade psicológica. Corpo e idade dependem de nosso estilo de vida e de como encaramos cada momento. Acima de tudo o que vale é passar por este ciclo bem nas relações com o próximo e consigo mesma.

Por que as mulheres devem saber tudo sobre preservativo

Já é sabido por todos que a camisinha é o único método que além de evitar uma gravidez, evita doenças sexualmente transmissíveis.

Mas diante de todo conhecimento que temos sobre prevenção e riscos, o que faz muitas pessoas ainda resistirem ao uso do preservativo?

As desculpas para essa atitude altamente perigosa são muitas, tais como:

– O sexo ficar menos prazeroso;

– O atrito ser menor e interferir na excitação masculina;

– Inibir a sensibilidade;

– Atrapalhar na lubrificação feminina durante a relação sexual.

Por ser uma método de prevenção usado no órgão genital masculino, é comum muitas mulheres não exigirem o uso da camisinha, cedendo então, um método que elas deixam a gosto de seus parceiros. Um erro! Sendo que nosso dever – pela nossa saúde a a deles – incentivar o uso do preservativo.

1.Vamos falar sobre preservativo

O  material do preservativo (látex) foi feito para atuar como uma “segunda pele” do pênis – e, por ser uma película fina, não interferir no prazer sexual do homem ou da mulher. Sua principal função é impedir o contato direto com a vagina, evitando a troca de fluidos naturais dos genitais masculinos e feminino. A preservação do esperma no preservativo e o que evita as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez. Fazendo da camisinha o mais perfeito método contraceptivo.

2. Mulheres podem reclamar do uso da camisinha?

Muitas mulheres acreditam que a camisinha interfere no prazer, devido ao atrito do contato com e sem camisinha serem diferentes. Outras relatam certo desconforto durante a relação sexual dado pelo contato com o material do preservativo, causando ressecamento e ardência. De fato isso é possível, pois há mulheres que podem desenvolver alergia ao látex.

Entretanto, a maioria das camisinhas disponíveis no mercado hoje já vem lubrificada e, por isso, auxilia na penetração, no atrito e na fricção durante toda relação sexual.

3. Escolha a camisinha que vai usar

Há muitos mitos que homens e mulheres usam para descartar o uso da camisinha. Mas fuja de comprar essas ideias. Caso sua maior reclamação seja a interferência no seu prazer, saiba que isso pode ter explicação e solução.

Realmente algumas camisinhas possuem textura mais resistente e grossa, além de ter odor forte de borracha.

Para todo tipo de gosto: Variar nas sensações pode ser um motivo a mais para usar camisinha.

1. Preservativo Prudence Extra Grande e Ultra Sensível com 3 Unidades

2.Preservativo Prudence Cores e Sabores Melão

3. Preservativo Prudence Efeito Retardante

A dica é tentar marcas diferentes, até encontrar uma que se adapte melhor ao pênis e interfira menos na relação sexual. Aproveite esta busca e conheça as camisinhas disponíveis no mercado: as Sensíveis e Ultra Sensíveis, as com textura, as com aroma e as de sabor –  isso tornará o sexo com preservativo até mais interessante para você e seu parceiro.  

4.Como colocar corretamente?

Clique e amplie a imagem para ver melhor as instruções de como colocar uma camisinha.

Colocar a camisinha não pode ser um momento “estraga prazer”. Você mulher, não só pode como deve aproveitar este momento para ajudar seu parceiro.

5. Dicas:

– Faça sexo oral nele antes de por;

– Coloque a camisinha durante as preliminares;

– “Trabalhe com as mãos” – invista em carinhos na região genital antes de colocar a camisinha;

–  Deixe o preservativo sempre a mão (na gaveta do lado da cama, na sua bolsa, etc) – isso evita que você tenha que sair para procurar quebrando o clima.

A dica mais importante aqui para nada dar errado e não ter pressa e fazer coisas como rasgar com os dentes a embalagem (podendo danificar o preservativo), ou esquecer de tirar o ar da ponta do preservativo ( o que pode fazer estourar a camisinha). Nunca deixe no bolso ou dentro da carteira pois pode estragar. Certifique-se sempre da data de validade das camisinhas. Preservativo fora da validade comprometem a eficácia.

6. O hábito de usar camisinha

A camisinha é o único método que além de contraceptivo, previne doenças sexualmente transmissíveis como a Sífilis, Gonorreia e AIDS.

Casais que estão começando um relacionamento costumam deixar o uso do preservativo pra lá” ao adquirir confiança no parceiro. Errado! Não é por que virou relacionamento serio que você deve abolir o uso da camisinha.

Vocês sabiam que nos últimos anos o grupo de pessoas com HIV sao mulheres de 40-65 anos e casadas? Segundo a OMS, este fato ocorre porque seus parceiros transam sem camisinha com outras mulheres e também com esposas. Ou seja, não baseie-se no tempo de relação para descontinuar o uso da camisinha. Pense em você! Faça com seu parceiro exame de HIV antes de decidir não usar preservativo.

7. E se eu e meu parceiro não queremos mais usar camisinha?

É importante ressaltar que esta é uma atitude altamente perigosa, até porque a camisinha não previne apenas doenças graves como a AIDS, mas também prevenir outras doenças sexualmente transmissíveis causadas por fungos e bactérias – que sao menos graves mas podem causar uma série de desconfortos na região genital e na relação sexual.

Mas, se essa é a decisão de vocês, é importante que primeiro o casal deve fazer o exame de AIDS – que pode ser realizado em qualquer posto de saúde – para descartar dúvidas. Fazer um check-up completo, para ter também certeza da ausência de outras doenças sexualmente transmissíveis (sífilis, hepatite, gonorreia, herpes, candidíase, etc). E se uma gravidez não estiver nos planos, escolher um outro tipo de método contraceptivo prescrito por um médico.

Este artigo tem como finalidade incentivar que você conheça mais sobre os benefícios da camisinha, o que é verdade e o que é mito. Não descarte o uso da camisinha. Cuide de si, e seja responsável com os outros. Uma vida sexual saudável e tão importante quanto sentir prazer: por isso use camisinha!

 

Fonte informativa:
http://unaids.org.br/estatisticas

Estamos engajados no Outubro Rosa

Você sabe o que é esse Movimento?

O Outubro Rosa é um movimento internacional que visa ao estímulo à luta contra o câncer de mama – que após o câncer de pele é o que mais leva a óbito as mulheres no Brasil,  respondendo por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano. Os casos de câncer de mama são relativamente raros antes dos 35 anos, depois sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. A campanha serve como alerta à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença.

Qual é a história deste Movimento?

A iniciativa desse movimento começa nos Estados Unidos, na década de 1990, visando estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A Fundação Susan G. Komen for the Cure (hoje a maior organização de câncer de mama do mundo) lançou o laço cor-de-rosa, em 1991 como o grande símbolo dessa campanha, e o distribuiu aos participantes da primeira Corrida pela Cura (Komen Race for the Cure).

Desde então, o Outubro Rosa é celebrado anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

Esses laços rosas popularizaram-se e foram usados posteriormente para enfeitar locais públicos e outros eventos que lutavam por essa causa.

Outubro Rosa no Brasil

Desde 2010, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) participa do movimento, promovendo espaços de discussão sobre câncer de mama, divulgando e disponibilizando seus materiais informativos, tanto para profissionais de saúde quanto para a sociedade.

No Brasil, o primeiro sinal de simpatia pelo movimento aconteceu em outubro de 2002, quando o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, também chamado de Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado de rosa. Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos. Em outubro de 2008, o movimento ganhou força e várias cidades brasileiras foram iluminadas como uma forma de chamar a atenção para a saúde da mulher. Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Teresina e muitas outras começaram a iluminar seus “cartões postais” com a cor rosa.

Consolidada como forte campanha na luta das mulheres contra o câncer, o Outubro Rosa tem força total também nas redes sociais, sempre com o objetivo de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de Mama.

Inovação e reforço a Campanha

Em 2014, o Instituto Neo Mama – uma entidade sem fins lucrativos –  em parceria com a 4.2 Produtora, lançou o aplicativo Laço Rosa Neo Mama. O aplicativo que está disponível gratuitamente para celulares e tablets com sistema Android, contêm textos e ilustrações de como fazer o autoexame e possibilita compartilhar nas redes sociais mensagens de apoio ao movimento. O Instituto Neo Mama presta atendimento gratuito a pessoas com câncer de mama.

INCA e o Outubro Rosa

O INCA participa de forma efetiva em campanhas durante todo o ano, mas durante o Outubro Rosa, o grande objetivo é fortalecer as recomendações para o diagnóstico precoce e rastreamento de câncer de mama indicadas pelo Ministério da Saúde, desmistificando crenças em relação à doença e às formas de redução de risco e de detecção precoce.

Espera-se ampliar a compreensão sobre os desafios no controle do câncer de mama. Esse controle não depende apenas da realização da mamografia, mas também do acesso ao diagnóstico e ao tratamento com qualidade e no tempo oportuno.

Ressalta-se ainda a necessidade de se realizar ações ao longo de todo o ano e não apenas no mês de outubro.

Os eixos da campanha são:

  • Divulgar informações gerais sobre câncer de mama.
  • Promover o conhecimento e estimular a postura de atenção das mulheres em relação às suas mamas e à necessidade de investigação oportuna das alterações suspeitas (Estratégia de Conscientização).
  • Informar sobre as recomendações nacionais para o rastreamento e os benefícios e os riscos da mamografia de rotina, possibilitando que a mulher tenha mais segurança para decidir sobre a realização do exame.

Nosso Alerta

Ao tocar o próprio corpo você pode reconhecer sinais de possíveis mudanças. Essa simples ação é uma importante ferramenta de empoderamento da mulher diante da própria saúde, mas não substitui a mamografia, por exemplo.

A mamografia é gratuita pelo Sistema Único de Saúde e após os 40 anos deve ser feita anualmente.

*** As informações aqui dispostas jamais substituem as recomendações médicas.
Fontes de informação:
http://radiologia.blog.br/diagnostico-por-imagem/outubro-rosa-conheca-fatos-da-historia-da-campanha
http://vidasemcancer.com/historia-do-outubro-rosa
http://outubrorosa.org.br/historia
http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/voce-conhece-historia-outubro-rosa

Ressecamento Vaginal na Menopausa e o Uso do Lubrificante Íntimo

Um dos sintomas mais comuns na menopausa é o ressecamento vaginal, que constitui principalmente na ausência parcial ou total de lubrificação na vagina, atrapalhando a vida sexual saudável e a relação com seu parceiro. Mulheres entre os 40 e os 50 anos possuem este sintoma, e este, está diretamente ligado às alterações hormonais que caracterizam esta fase da vida feminina. O problema também pode agravar-se psicologicamente, pois devido ao desconforto nas relações sexuais, acaba resultando na redução da libido, uma vez que pode levá-la a sentir-se “velha” e “indesejada”. Tudo isso acaba desgastando a relação do casal e até colocando em risco a estabilidade do casamento, por exemplo.

 Por que a lubrificação é necessária

A lubrificação nada mais é do que aquele fluído transparente que envolve o canal vaginal, que além de ser um sinal de excitação da mulher, também ajuda a proteger a vagina, pois é este líquido que faz com que nosso órgão genital feminino mantenha sua textura macia e sua elasticidade, o que facilita a penetração e a torna mais prazerosa. Na menopausa, a falta de lubrificação ou o ressecamento tornam a vagina mais propensa a coceiras e à queimação, podendo tornar a relação sexual dolorosa para a mulher e desconfortável para o homem. E, com a parede vaginal desprotegida deste fluído, o atrito com o pênis pode provocar até pequenas lesões e sangramentos.

 Sintomas do Ressecamento Vaginal

O mais comum dos sintomas é sentido mesmo durante a relação sexual com o parceiro, visto que o incômodo é bastante característico e notável. Porem há outros sintomas como: comichão, picadas, irritação, ardência, pressão, urinar com frequência, hemorragias após a relação sexual, desconforto ao vestir calças, desconforto generalizado e infecções vaginais diversas.

 O que causa o ressecamento vaginal na menopausa?

No caso específico da menopausa as alterações hormonais costumam ser as culpadas pelo problema. Nesse período, que começa por volta dos 45 anos, há mudanças hormonais bruscas no corpo da mulher. Há picos de alta quantidade de baixa produção de hormônios em circulação. E sendo ainda sexualmente ativas, é muito importante que a mulher que se sente desconfortável no ato sexual procure recomendação médica e faça um tratamento.

 O Lubrificante: um grande aliado da mulher

O uso de lubrificantes diminui o atrito nas relações sexuais das mulheres que sofrem desta falta de lubrificação natural – auxiliando para que não haja dor e ardência na hora do sexo.  Escolhendo o lubrificante mais adequado (prefira os a base de água ou os à base de silicone), a mulher conseguirá ter uma relação sexual mais prazerosa, com mais relaxamento e sem dificuldades. E, para as mulheres que buscam além da lubrificação, há ainda lubrificantes íntimos comestíveis, com sabores e essências aromáticas, que podem favorecer o sexo oral –  para aquelas pessoas que têm problemas com o cheiro e o gosto peculiar dos órgãos genitais.

Observação: Indicamos sempre que as mulheres não deixem de buscar a ajuda de um especialista já nos primeiros sintomas da menopausa. E caso tenha dúvidas do lubrificante que pode usar, converse com o médico de sua confiança.