Relacionamento abusivo: Como descobrir e como lidar

Nos primeiros meses todo relacionamento são mil maravilhas – normalmente. Mas o que fazer se durante esse tempo você descobre estar em um relacionamento abusivo?

É bem verdade que vejo muitos julgamentos entorno do que é estar em um relacionamento abusivo. Pessoas que sofrem nesse tipo de relação são açoitadas por questões do tipo: “Você está nessa situação porque quer”, “Acho que você gosta de sofrer”, “Você é cega?”, “Será que só você não percebe o que está acontecendo?” – dentre muitos outros questionamentos críticos e acusatórios, que magoam quem sofre nessa situação e não resolvem o problema, pois na verdade uma parte de você sabe que certas atitudes em um relacionamento não podem ser aceitas, mas você vai relevando acreditando que o outro pode mudar.

O que é uma relação abusiva?

O retrato das relações abusivas é o desrespeito. A permanência em relações assim só trazem sofrimento.

São relações caracterizadas por jogos de controle, violência (verbal e/ou física), ciúmes, abstinência sexual e frieza emocional. Pode ser difícil identificar uma pessoa abusiva. A maioria dos abusadores emocionais costumam ser espertas e podem facilmente fazer você acreditar que não é boa/bom o suficiente – e os problemas da relação são causados unicamente por você.

Quais as características de uma relação abusiva?

É comum parceiros (as) abusadores (as):

  • Ridicularizar ao outro (a) em frente a seus amigos ou familiares;
  • Proferir críticas ou regular tudo o que você faz;
  • Insultar ou dizer frequentemente palavras que ferem;
  • Tentar manipular o outro (a) com ameaças, mentiras, grandes períodos de silêncios ou frases sem terminar;
  • Nunca reconhecer quais são suas qualidades;
  • Usar expressões corporais ou faciais para lhe assustar;
  • Não gostar que você encontre com seus amigos;
  • Não permitir que você faça atividades que gosta;
  • Dá demonstrações de afeto somente após fazer algo errado;
  • Usa o sexo como forma de manipulação.

Se você percebe que ao ler os itens acima são em sua maioria características da pessoas que você se relaciona, provavelmente está vivendo uma relação abusiva. É fundamental que você acabe com isso se não quiser se lamentar no futuro.

As consequências de uma relação abusiva podem ser levadas para outras relações, e por isso, o mais correto é procurar ajuda para tratar as feridas emocionais.

Quais são as consequências que pode-se vir a ter depois de uma relação abusiva?

A dificuldade de recuperar-se de um abuso emocional é tão grande quanto a de um abuso físico. O abuso emocional pode provocar baixa auto-estima, depressão e até suicídio. A frustração também é constante, afinal,  uma pessoa abusiva pode dizer que ama você e que irá mudar, portanto o ato de deixá-lo (a) pode trazer pensamentos de derrota diante de não conseguir “ajudar” quem você ama a mudar . No entanto, quanto mais vezes você dá oportunidade a esses pensamentos, mais controle o abusador ganhará sobre você. Relacionamentos abusivos nunca são abusivos no início, mas podem ter finais trágicos para seu estado emocional, por isso, caso tenha problemas em enfrentar o fim deste tipo de relação, procure ajuda psicológica.

O exercício de Não Julgar

Claro que ver pessoas queridas ao nosso redor passando por relações abusivas não é fácil. Mas o principal de escrever este artigo sobre essas relações é que todos temos uma prima (o), uma amiga (o), uma tia (o), uma vizinha (o) que vive ou viveu algo assim. E nossa primeira atitude é dar nossa opinião de quem vê de fora: sempre regada de nossos próprios princípios, nossa própria moral, nossa própria ética – esquecendo que você não está dentro da pessoa abusada emocionalmente, que normalmente está fragilizada, com a auto estima baixa e precisando de compreensão.

Apontar o dedo e tecer comentários críticos só a fará se sentir – ainda mais – culpada por não conseguir sair desse relacionamento. E não falo aqui de incentivar, mas de praticar empatia.

Pessoas abusadas emocionalmente não são “sem vergonha” ou “sem amor próprio”, muitas  simplesmente não tem forças por estarem extremamente deprimida, sem noção do tamanho do problema, sem apoio psicológico ou até mesmo por estarem sendo ameaçada.

E se você é quem passa ou passou por isso, converse com alguém ou procure ajuda médica. Existem diversos tipos de terapias que auxiliam na recuperação da sua auto-estima. E, acima de tudo, afaste-se do abusador emocional. Nos casos de violência, seja física ou psicológica, ligue 180. Só não viva isso sozinha! Existe sempre alguém que pode te ouvir!

Fonte informativa:
https://amenteemaravilhosa.com.br/detectar-relacao-abusiva
http://www.sosmulherefamilia.org.br/sinais-de-rela%C3%A7%C3%A3o-abusiva

Estamos engajados no Outubro Rosa

Você sabe o que é esse Movimento?

O Outubro Rosa é um movimento internacional que visa ao estímulo à luta contra o câncer de mama – que após o câncer de pele é o que mais leva a óbito as mulheres no Brasil,  respondendo por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano. Os casos de câncer de mama são relativamente raros antes dos 35 anos, depois sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. A campanha serve como alerta à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença.

Qual é a história deste Movimento?

A iniciativa desse movimento começa nos Estados Unidos, na década de 1990, visando estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A Fundação Susan G. Komen for the Cure (hoje a maior organização de câncer de mama do mundo) lançou o laço cor-de-rosa, em 1991 como o grande símbolo dessa campanha, e o distribuiu aos participantes da primeira Corrida pela Cura (Komen Race for the Cure).

Desde então, o Outubro Rosa é celebrado anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

Esses laços rosas popularizaram-se e foram usados posteriormente para enfeitar locais públicos e outros eventos que lutavam por essa causa.

Outubro Rosa no Brasil

Desde 2010, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) participa do movimento, promovendo espaços de discussão sobre câncer de mama, divulgando e disponibilizando seus materiais informativos, tanto para profissionais de saúde quanto para a sociedade.

No Brasil, o primeiro sinal de simpatia pelo movimento aconteceu em outubro de 2002, quando o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, também chamado de Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado de rosa. Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos. Em outubro de 2008, o movimento ganhou força e várias cidades brasileiras foram iluminadas como uma forma de chamar a atenção para a saúde da mulher. Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Teresina e muitas outras começaram a iluminar seus “cartões postais” com a cor rosa.

Consolidada como forte campanha na luta das mulheres contra o câncer, o Outubro Rosa tem força total também nas redes sociais, sempre com o objetivo de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de Mama.

Inovação e reforço a Campanha

Em 2014, o Instituto Neo Mama – uma entidade sem fins lucrativos –  em parceria com a 4.2 Produtora, lançou o aplicativo Laço Rosa Neo Mama. O aplicativo que está disponível gratuitamente para celulares e tablets com sistema Android, contêm textos e ilustrações de como fazer o autoexame e possibilita compartilhar nas redes sociais mensagens de apoio ao movimento. O Instituto Neo Mama presta atendimento gratuito a pessoas com câncer de mama.

INCA e o Outubro Rosa

O INCA participa de forma efetiva em campanhas durante todo o ano, mas durante o Outubro Rosa, o grande objetivo é fortalecer as recomendações para o diagnóstico precoce e rastreamento de câncer de mama indicadas pelo Ministério da Saúde, desmistificando crenças em relação à doença e às formas de redução de risco e de detecção precoce.

Espera-se ampliar a compreensão sobre os desafios no controle do câncer de mama. Esse controle não depende apenas da realização da mamografia, mas também do acesso ao diagnóstico e ao tratamento com qualidade e no tempo oportuno.

Ressalta-se ainda a necessidade de se realizar ações ao longo de todo o ano e não apenas no mês de outubro.

Os eixos da campanha são:

  • Divulgar informações gerais sobre câncer de mama.
  • Promover o conhecimento e estimular a postura de atenção das mulheres em relação às suas mamas e à necessidade de investigação oportuna das alterações suspeitas (Estratégia de Conscientização).
  • Informar sobre as recomendações nacionais para o rastreamento e os benefícios e os riscos da mamografia de rotina, possibilitando que a mulher tenha mais segurança para decidir sobre a realização do exame.

Nosso Alerta

Ao tocar o próprio corpo você pode reconhecer sinais de possíveis mudanças. Essa simples ação é uma importante ferramenta de empoderamento da mulher diante da própria saúde, mas não substitui a mamografia, por exemplo.

A mamografia é gratuita pelo Sistema Único de Saúde e após os 40 anos deve ser feita anualmente.

*** As informações aqui dispostas jamais substituem as recomendações médicas.
Fontes de informação:
http://radiologia.blog.br/diagnostico-por-imagem/outubro-rosa-conheca-fatos-da-historia-da-campanha
http://vidasemcancer.com/historia-do-outubro-rosa
http://outubrorosa.org.br/historia
http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/voce-conhece-historia-outubro-rosa

Transgeneridade: Mente certa no corpo errado

Nos definimos por diversos fatores, um deles é a orientação sexual. Cada vez mais este assunto está na mídia – seja em filmes ou em novelas (presente no cotidiano da maioria dos lares brasileiros).

 

Na atual novela das 9 da Rede Globo (Força do Querer), a atriz Carol Duarte (Ivana na trama) é uma garota que não se identifica com o próprio corpo e vai resgatar sua verdadeira identidade: descobre que é um garoto que nasceu em corpo de mulher.

 

A insatisfação com o corpo e o sexo de nascença começa cedo, havendo casos de crianças com 3 ou 4 anos que já demonstram ser transgêneros. Aos primeiros sinais deste comportamento é importante o apoio de um psicólogo especializado em sexualidade para que os pais consigam passar por este processo de forma natural, dando à criança espaço suficiente para se manifestar, o que permitirá descobrir se realmente vive um conflito de identidade de gênero ou se apenas se trata de uma fase.

 

De fato, a identidade de gênero de cada pessoa não deve ser confundida com a orientação sexual que ela tem. Ou seja, uma mulher ou homem transgênero pode ter qualquer orientação sexual: homossexual, heterossexual ou bissexual. Por isso, o termo “transsexual” está caindo em desuso, segundo especialistas em comportamento humano: o transgênero não necessariamente tem necessidade de modificar sua anatomia corporal ou de intervenção médica de qualquer tipo.  Difícil entender? Vamos então dissertar sobre isso.

 

O termo transgênero se refere a uma pessoa cuja identidade de gênero está psicologicamente arraigado de ser um homem, uma mulher, ou nenhuma das duas categorias – não correspondendo ao seu sexo de nascimento. Para a maioria das pessoas, quando se fala em gênero, há dois papéis estabelecidos: o homem e a mulher. Sua constituição e comportamento estão primordialmente ligados ao sexo biológico. Um transgênero seria justamente aquele que não se identifica, nem se expressa, segundo o “esperado” para o seu gênero sexual. O transgênero normalmente tem a sensação de estar no corpo errado, sofrendo um desconforto constante em relação ao próprio sexo.

 

Em países como EUA, 0,3% da população deste país se define como transgênero. E na Índia, por exemplo este número é de incríveis meio milhão de pessoas, segundo o censo de 2014.

 

A falta de conhecimento, é o que normalmente nos torna distantes da realidade e tomados por preconceitos daquilo que não sabemos ou não conhecemos. A transgeneridade ainda é uma lacuna social, tendo agora uma abertura para se fale disso na mídia e fora dela. Tratemos dela com cuidado, pois antes tratada com um distúrbio, sabemos hoje que é uma questão de identidade psicológica muito individual e difícil para quem a vive – influenciando no comportamento, sexualidade e saúde provocados pelo processo de se reconhecer e se aceitar como transgênero.

Amor em liberdade – Os adeptos a não monogamia

O documentário brasileiro “Amores Livres”, do cineasta João Falcão e transmitido pelo canal de entretenimento GNT foi o grande protagonista de discussões sobre este padrão de vida e comportamento adotado por alguns casais no Brasil. É possível tratar os relacionamentos abertos como algo normal? Até que ponto aceitamos a sexualidade como algo além de íntimo e individual como algo de real escolha do outro? Imoral ou “amoral” escolher este tipo de vida?

Sem julgamentos, vamos conhecer mais aqui sobre o “poliamor”.

No que consiste esta escolha?

O poliamor, relacionamento aberto ou “casamento free style” é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente – com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos – não devendo, no entanto, ser confundido com pansexualidade (atração sexual ou amorosa entre pessoas, independentemente do sexo ou identidade de gênero).

Em um sentido mais amplo, os praticantes do amor livre não se relacionam com outras pessoas apenas sexualmente, há envolvimento, ética, honestidade e transparência como um todo. Ou seja, para viver o poliamor como opção ou modo de vida, tem sim que se estar disposto a proporcionar relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com vários parceiros simultaneamente.

Por que vemos essa escolha com “maus olhos”?

Um dos motivos principais pelo qual vemos qualquer relação que não seja apenas entre dois seres como imoral ou suja é por nossa cultura e religião – que tradicionalmente e judicialmente presa pelo casamento entre duas pessoas, e no que se dá diferente disso, é tratado como traição. E a traição, tratada como o limite do que se aceita em um relacionamento.

Porém, como nos definirmos par quando se trata de desejo? É possível sentirmos atração física e sexual por toda vida por uma única pessoa? E quando a nossa relação não está bem – você conversa com seu parceiro(a) ou você olha para o lado? É possível amarmos uma pessoa e mesmo assim sentir atração por outras? E contar para seu parceiro (a) sobre essa vontade/atração por outro (a)?

Quantas vezes eu ou você passamos por isso? E nos dias de hoje, tão comum é vermos casais felizes nas redes sociais e encontrarmos um dos dois nos aplicativos de encontro ou namoro? Não seria mais honesto então admitirmos que neste caso o poliamor não é tão absurdo quanto pensamos que: levando em conta que todos somos suscetíveis a ter desejo por mais de uma pessoa?

Aceitação

Devemos levar em conta sempre nossos sentimentos. Nem todo mundo tem a capacidade de desprender-se de conceitos morais e sociais para escolher pôr em seus relacionamentos e na sua vida mais de uma pessoa, quanto mais várias. Entretanto, não sejamos tão severos quanto a moralidade e a ética – altamente questionáveis quando trata-se de desejo. Se analisarmos no meio social que vivemos, não é raro encontrar casais que se traem, ou que se amam e se separam pela incapacidade que temos de reprimir nossos desejos. O ser humano é dotado de todo tipo de sentimento e capaz de se render a ele ou de oprimi-lo. No caso da não monogamia trata-se de olhar com “amoralidade” – quem escolhe isso despe-se da visão crítica das pessoas e vive – sem medo da repressão social. Não há modo certo ou errado de viver, há o modo que se consegue viver para ser feliz.

As verdades e os mitos sobre o sexo gay

 

Sexo é um assunto que já gera curiosidade por si só, tanto devido aos tabus e preconceitos quanto aos seus benefícios para nossa saúde. Mesmo com o assunto sendo falado hoje em dia mais abertamente, ainda é comum muita gente se espantar e ter opiniões preconceituosas relacionadas ao sexo gay.

Freqüentemente, as pessoas de mente mais fechada tendem a padronizar os relacionamentos homoafetivos, rotulando erroneamente essas relações.

Evite esse tipo de pensamento:

  • Gays são só ativos ou só passivos

Não existe regra na natureza que designe que um gay (homem ou mulher) nasça passivo e outro ativo. Um gay descobre isso durante sua vida sexual, pois a grande maioria faz esses dois papéis, sem se definir em alguma posição durante toda vida.

  • Gays Masculinos por fazer sexo anal são os maiores transmissores de DST’s

Era o tempo que os gays formavam a maior parte dos grupos de risco relacionados à AIDS. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa afirmação é errônea, devido à hoje em dia as DST’s – principalmente a AIDS – ter maior grupo compreendido entre adultos, heterossexuais e ter significativo aumento da doença compreendido (cerca de 60%) no sexo feminino. Para todos os sexos e gêneros, o importante é usar camisinha – único método capaz de nos proteger das doenças sexualmente transmissíveis.

Os casais gays já ultrapassaram essa barreira, pensar isso é achar que somente existe casal gay do sexo masculino. Devemos levar em consideração que as mulheres gays conseguem máximas de prazer através da masturbação mútua.

  • Os gays fazem ducha anal só por que fazem sexo anal sempre

Gente, o sexo anal não é praticado só por gays. O sexo anal é uma pratica prazerosa para homens e mulheres, basta querer e se permitir. Higiene  para o sexo anal é necessária antes de qualquer relação sexual anal – para homossexuais e heterossexuais.

  • Somente gays sentem prazer na região do ânus

Qualquer homem pode sentir prazer com sexo anal, tudo isso graças à região do períneo. Porém para isso o homem tem que ter uma mente sem preconceito, pois esta ideia machista é reforçada pela opinião pública há muitos anos. Prova disso é a variedade de brinquedos eróticos disponíveis para o público masculino. Sendo gay ou não, o conhecimento pelo próprio corpo e a busca pelo prazer deve ser interesse de heterossexuais e homossexuais.